sábado, março 31, 2012
segunda-feira, março 26, 2012
Quimeras, entre o Outro (Nosso) Eu
Entre o ser e o ter há um existir, uma falta, um devir. Há um Outro lá e este não sou Eu. Vejam, eu não estou aqui a falar alhures, apenas sobre o vazio que o cotidiano as vezes nos apresenta. Como sujeitos mal (muito bem) acabados, somos o que nos resta; de dias e noites cobertos de dores, de amores, de desejos e de percepções que captamos aqui e ali. Ah, mas eu poderia falar sobre outras coisas, sobre a "coisa" que invade e transforma a nossa sobrevivência em um algo mais criativo. Somos sim, sujeitos de quimeras e que vão aos poucos se transformando em desejos nem sempre realizáveis, mas constituídos de outras novas e estranhas quimeras, que nomeamos conforme e quando os nossos caprichos assim se fazem presentes. Somos sim, senhoras e senhores, pessoas de bem, que só "esperam" e "tentam" produzir nada mais do que hipóteses de uma vida mais feliz. Até quando e enquanto assim o empurrarmos, ao nosso querido e eterno, em nome do pai e que se faz sempre presente, o quiser. É um ponto final ou apenas um será, onde nada além do nada, imaginamos estará? E quem é que me responderá?
sexta-feira, março 23, 2012
Faz tempo que faz tempo!
faz tempo que não mudo de idéia
e encontro algo novo
que queira comentar talvez,
o último capítulo da novela.
ou a preguiça de postar.
não mais pensar, só olhando,
feridas que não se curam
as quais sequer queremos
falar sobre.
Diagonosticar no absurdo,
metástases emocionais
impregnada de dores para,
realizar a letra da fantasia
anima mundis...anima mater
Causa sui!
e encontro algo novo
que queira comentar talvez,
o último capítulo da novela.
ou a preguiça de postar.
não mais pensar, só olhando,
feridas que não se curam
as quais sequer queremos
falar sobre.
Diagonosticar no absurdo,
metástases emocionais
impregnada de dores para,
realizar a letra da fantasia
anima mundis...anima mater
Causa sui!
sábado, março 10, 2012
quarta-feira, março 07, 2012
Hoje é dia de Sara_Evil!
Parabéns,
feliz aniversário,
feliz dia,
feliz vida,
feliz da vida,
felicidades!!!
feliz aniversário,
feliz dia,
feliz vida,
feliz da vida,
felicidades!!!
Te amo de montão, Mano véio na veia, Peninha, Sara_Evil e etc e tal!
Saúde, paz e amor!
terça-feira, março 06, 2012
Tesouros Da Juventude!
Direito ao Delírio - Eduardo Galeano
Extraído do livro "De Pernas pro Ar — A Escola do Mundo ao Avesso"
Editora L&PM - Tradução de Sérgio Faraco.
Já está nascendo o novo milênio. Não dá para levar muito a sério o assunto: afinal, o ano 2001 dos cristãos é o ano 1421 dos muçulmanos, o 5114 dos maias e o 5761 dos judeus. O novo milênio nasce num 1.º de janeiro por obra e graça de um capricho dos senadores do Império Romano, que um bom dia decidiram quebrar a tradição que mandava celebrar o ano-novo do começo da primavera. E a conta dos anos da era cristã deriva de outro capricho: um bom dia, o papa de Roma decidiu datar o nascimento de Jesus, embora ninguém saiba quando nasceu. O tempo zomba dos limites que lhe atribuímos para crer na fantasia de que nos obedece; mas o mundo inteiro celebra e teme essa fronteira.
Um Convite ao Vôo
Milênio vai, milênio vem, a ocasião é propícia para que os oradores de inflamado verbo discursem sobre os destinos da humanidade e para que os porta-vozes da ira de Deus anunciem o fim do mundo e o aniquilamento geral, enquanto o tempo, de boca fechada, continua sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério.
Verdade seja dita, não há quem resista: numa data assim, por arbitrária que seja, qualquer um sente a tentação de perguntar-se como será o tempo que será. E vá-se lá saber como será. Temos uma única certeza: no século 21, se ainda estivermos aqui, todos nós seremos gente do século passado e, pior ainda, do milênio passado.
Embora não possamos adivinhar o tempo que será, temos, sim, o direito de imaginar o que queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade só tem o direito de ver, ouvir e calar. Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal delirarmos um pouquinho? Vamos fixar o olhar num ponto além da infâmia para adivinhar outro mundo possível: o ar estará livre de todo o veneno que não vier dos medos humanos e das humanas paixões; nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães; as pessoas não serão dirigidas pelos automóveis, nem programadas pelo computador, nem compradas pelo supermercado e nem olhadas pelo televisor; o televisor deixará de ser o mais importante membro da família e será tratado como o ferro de passar e a máquina de lavar roupa; as pessoas trabalharão para viver, em vez de viver para trabalhar; será incorporado aos códigos penais o delito da estupidez, cometido por aqueles que vivem para ter e para ganhar, em vez de viver apenas por viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca; em nenhum país serão presos os jovens que se negarem a prestar o serviço militar, mas irão para a cadeia os que desejarem prestá-lo; os economistas não chamarão nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida a quantidade de coisas; os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas; os historiadores não acreditarão que os países gostam de ser invadidos; os políticos não acreditarão que os pobres gostam de comer promessas; ninguém acreditará que a solenidade é uma virtude e ninguém levará a sério aquele que não for capaz de deixar de ser sério; a morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes e nem por falecimento ou fortuna o canalha será transformado em virtuoso cavaleiro; ninguém será considerado herói ou pascácio por fazer o que acha justo em lugar de fazer o que mais lhe convém; o mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se em falência; a comida não será uma mercadoria e nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos; ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão; os meninos de rua não serão tratados como lixo, porque não haverá meninos de rua; os meninos ricos não serão tratados como se fossem dinheiro, porque não haverá meninos ricos; a educação não será privilégio de quem possa pagá-la; a polícia não será o terror de quem não possa comprá-la; a justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viver separadas, tornarão a unir-se, bem juntinhas, ombro contra ombro; uma mulher, negra, será presidente do Brasil, e outra mulher, negra, será presidente dos Estados Unidos da América; e uma mulher índia governará a Guatemala e outra o Peru; na Argentina as loucas da Praça de Mayo serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer nos tempos da amnésia obrigatória; a Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés e o sexto mandamento ordenará que se festeje o corpo; a Igreja também ditará outro mandamento, do qual Deus se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte"; serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma; os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são os que se desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar; seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham aspiração de justiça e aspiração de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem nem um pouco as fronteiras do mapa ou do tempo; a perfeição continuará sendo um aborrecido privilégio dos deuses; mas neste mundo confuso e fastidioso, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como fosse o primeiro.
"Não há nada tão estúpido como a
inteligência orgulhosa de si mesma". - Mikhail Bakunin
inteligência orgulhosa de si mesma". - Mikhail Bakunin
terça-feira, fevereiro 28, 2012
eu tive um sonho,
que não era bem um sonho,
tão pouco pesadelo ou delirio.
Era só um sonho!
Inexplicavel como falta de energia
em baterias de carros elétricos garantidos
por anos a fio pela indústria que os certificam.
peça de espetáculo me deixando a pé,
dando defeito; canção ortodoxa
em meio aos paradoxos do dia a dia!
aprisone-me por anos, desfaça meu passado;
negue meu nome a quem pronucia-lo.
diga-lhes que, minha palavra é falsa fonetica,
oculte minhas esperanças,
não se atreva a sentir pena de mim....
Hora do almoço alguns querem feijoada,
outros dobradinha, lazanha ou churrasco
alguns só arroz e outros mamãe eu não quero!
o que fazer diante de tanta adversidade?
tirem-lhes o arroz!
deixem-lhos à deriva,
diga-lhes que deus dará!
Vivendo um dia de cada vez!
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