Radio A Toa

quinta-feira, janeiro 06, 2011

I'm not a beliver, I'm just a dreamer!



Atmosferas oniricas geralmente lembram lugares enevoados povoados por todos os tipos de surrealismos, a relação com o sonho geralmente nos foge da consciencia escondendo o que somos quando não estamos censurados pelo lay-out de nossa consciencia, cores tão reais como as que conhecemos tornam-se fugidias e almagamam-se a outras cores criando a reinvenção de tudo que conhecemos e somos. Enquanto estamos alheios a vigilia.....os olhos movem-se rápidos a pele desfaz-se dos liquidos pelos quais rolamos nos lencois suados, dores são esquecidas e a mente viaja pelas fantasias que acalentam-nos, corvos penduram-se em arvores aonde jazem corpos oriundos de um pesadelo que clama por esquecimento.....pequenos olhos grandes contemplam horizontes azuis e buscam fontes cristalinas aonde saciar esta cobiça por água, o esquecimento se recorda de suas lembranças e ergue das ruínas cacos de si recompondo-se, dizendo ainda ser possivel voltar a esvaecer-se....alguns sonhos nos iluminam e trazem mensagens de um tempo em que ainda se acreditava na palavra do outro, outros, premonições e alucinaçãoes do que há porvir...transpondo de uma lingua para outra, o que somos, de maneira tão simbólica que as vezes sequer entendemos, a noite menina, o corpo buscando descanço e a consciencia do inconsciente vai criando universos que as vezes não nos dispomos a conheçe-los em tempo real...a noite impregnada de mistérios, de coisas sombrias e rumores silenciosos sussurados no pé do ouvido, palavras cadenciadas como pedras atiradas ao léu que traçam a trajetoria de seus próprios desvios, indo para muito distante de seus objetivos...corpos em apinéia e desespero despertam tentando se levantarem de sua paralisia sonanbula...pessoas idolatrando as fantasias em versos realistas, por vezes falando em uma linguagem estranha que nem mesmo eles entenderiam, simulando uma linguagem de grunhidos e roncos.....não só de deseperos mais tb realizações do que foi oprimido pela civilidade adquirida do suporte à necessidade de sobrevivencia, um mundo aonde o desnudo apresenta-se selvagem sem fronteiras, limitado apenas pelo despertar...magia atravessando as palpebras cerradas que não se abrem a não ser pelo retorno da conciencia sedenta por café para espantar a ternura invisivel, que por vezes é assustadora como a mão que afaga e castiga....olhos que não vem os campos d'alma e a real necessidade opressa de nossa natureza....lugares aonde não calamos a escravidão imposta por nossos interesses, aonde somos tudo o que pretendemos ser, simbolismos de nossas neuroses, travestidos em guardas de transito, portas e labirintos....dragões explodindo das tatuagens in a flesh....labios amargurados gritando pelo perdão, almas amontoadas nos infernos particulares, fadas ninfomaniacas realizando fantasias inconfessaveis, outro lado de tudo que é este lado....inverso dos versos em qualquer boca que tentam pronunciá-los....intimidade devassa de intimos nucleares..desencontros of black lovers reencontrando-se in a suburban train station, iluminada por bilhões de vagalumes, pés de alfinetes crescendo fractalmente negando a dialética de suas asperezas, animais de ferocidades traduzidas pela kamaradagem instintiva.....please bang this wife....a psique mediando o dialogo conflitante.....deixa disso o amor é o sentido de tudo......fidelidade kanina e interpretações freudianas/jungianas do pesadelo vulgar e do gozo eterno...banalmente qualquer um....outro eu revelado como eu..plan 9...and a hotter day.....it's hard to getting holder.....renascer durante a madrugada em paraisos artificiais amanhecer em infernos emocionais, need some pill???.....sonhar feito a menina que deseja, tirar o corpo fora; só por hoje sonhar!....e, quem disse que o sonho acabou?


3 comentários:

Keila Costa disse...

E quem disse?!E essa realidade transmutada em real sem sonhos que aflige, corrompe, subsome com esse sonho em nós...e por que tanta realidade ilusão?

Senhora Loirinha Má disse...

Quando casar passa.

Sara_Evil disse...

é a necessidade de se crer na dor para parecer igual a quem cria a dor!
A LINGUAGEM DOS SUPERSTARES!.. diria eu!